Estarei em Guará no Senac no Encontro Cultural Dona Eta (Guará ) Dia 07/05 -junto com Clebber Bianchi, Fabiano Garcez e Paulo Franco em uma noite de autógrafos coletiva.
Se tiver de bobeira, apareça lá, haverá também no mesmo espaço e horário uma exposição de fotografias.
Blogue de poesia, pequenas observações cotidianas. Comentários de livros, filmes, discos ou letras de música.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Foto de JURA
Andei um bocado pra chegar até o ideal
subi morro e encostas, varei cerca e trilhas
escorreguei, caí.
Lugar danado de bonito, visão pra epifanias
"eu quero uma casa no campo"
"Há tempos eu fiz um ranchicho pra minha cabocla morar"
sexta-feira, 23 de abril de 2010
RESENHA
Diálogos que ainda bem que restam
Por Jurandir Rodrigues
Uma bela obra que traz em seus diálogos lirismo confessional, sempre revisando o passado: da infância que clama por um senso justiça: “O mundo ainda não estava preparado para um outro senso de justiça!”, que se lembra do cheiro do café da avó. Diálogos com o amor e com a própria poesia, como nos versos abaixo de Penso em você como uma poesia,
“Com o seu corpo de versos brancos
Separado em três estrofes
Suas rimas já foram emparelhadas a mim,
hoje são opostas
O ritmo cadenciado do seu coração
deixa o meu em grandes pausas”
Diálogos como em “Soneto ao meu amor” que dialoga com os mestres do gênero: Camões, Vinícius... Um diálogo com o inconformado Álvaro de Campos em “Sou Nada, como nos mostra os versos a seguir: “ Não sou/ Não quero ser/ Ou melhor, quero ser como o nada...” Uma revisão de Deus e do que as religiões fizeram dele. “Quem goza da liberdade do pensamento,/ está mais próximo e comunga Deus com os seus.”
Fabiano tem a consciência das palavras, tem o domínio da morada delas e do diálogo que elas são capazes de empreender com nossas almas. Tem em suas mãos ritmo e musicalidade casados. Diálogos que restam em sentimentos, sensações e sentidos: a voz da avó e o cheiro de seu café, e o principal: a voz do poeta, a visão sobre si mesmo e o outro e sobre Deus, o calor, o frio e o arrepio. Diálogos que nos tomam por inteiro, diálogos que nos prendem até o último verso. Fabiano nesses diálogos nos ensina a noção exata de ser poeta, de ler e de lidar com a poesia. Sua poesia nos prende por todas as sensações, sentimentos e sentidos.
Por Jurandir Rodrigues
Uma bela obra que traz em seus diálogos lirismo confessional, sempre revisando o passado: da infância que clama por um senso justiça: “O mundo ainda não estava preparado para um outro senso de justiça!”, que se lembra do cheiro do café da avó. Diálogos com o amor e com a própria poesia, como nos versos abaixo de Penso em você como uma poesia,
“Com o seu corpo de versos brancos
Separado em três estrofes
Suas rimas já foram emparelhadas a mim,
hoje são opostas
O ritmo cadenciado do seu coração
deixa o meu em grandes pausas”
Diálogos como em “Soneto ao meu amor” que dialoga com os mestres do gênero: Camões, Vinícius... Um diálogo com o inconformado Álvaro de Campos em “Sou Nada, como nos mostra os versos a seguir: “ Não sou/ Não quero ser/ Ou melhor, quero ser como o nada...” Uma revisão de Deus e do que as religiões fizeram dele. “Quem goza da liberdade do pensamento,/ está mais próximo e comunga Deus com os seus.”
Fabiano tem a consciência das palavras, tem o domínio da morada delas e do diálogo que elas são capazes de empreender com nossas almas. Tem em suas mãos ritmo e musicalidade casados. Diálogos que restam em sentimentos, sensações e sentidos: a voz da avó e o cheiro de seu café, e o principal: a voz do poeta, a visão sobre si mesmo e o outro e sobre Deus, o calor, o frio e o arrepio. Diálogos que nos tomam por inteiro, diálogos que nos prendem até o último verso. Fabiano nesses diálogos nos ensina a noção exata de ser poeta, de ler e de lidar com a poesia. Sua poesia nos prende por todas as sensações, sentimentos e sentidos.
A quarta parede: Poesia encenação
Por Jurandir Rodrigues
Paulo Franco, um poeta que põe a alma translúcida à mostra na frente do palco como nos versos iniciais do livro e do poema “A estátua”:
“A alma estendida no varal
a me conter de encantos.
Desalinhos no que sou
confundem o que sinto
num quintal de prantos.”
Poeta que brinca e sofre com o seus versos que nos remete a outro poeta brincador-sofredor-fingidor nas estrofes abaixo dos poemas “A pessoa” e “Infinito”, respectivamente:
“Do outro lado da minha janela
inúmeros donos de tabacaria
riem-se de mim
que não me sinto pessoa.”
“E nunca sei se escrevo
a parte que me cabe
do que sei de mim
e , às vezes, calo
pra fingir o que não sinto.”
Com claras e enigmáticas referências ao teatro, ou à vida como símbolo e metáfora de encenações e roteiros a serem seguidos, a atores perdidos nas coxias e textos. O título já nos remete a tudo isso e também os versos abaixo do poema “O Camarote”:
“A peça é parte arredia
do contexto de paixões intensas
que se quebram em instantes
desfazendo as emoções dos outros
para sempre.”
A mesma metáfora da vida que se confunde com o palco, roteiros previamente escritos que seguimos estão presentes nos versos abaixo do poema “O circo”.
“Do alto do meu espetáculo
observo na plateia
o que não quero ser
e represento pros que aplaudem
o teatro do que somos
nas coxias onde estamos,
mas mostrando um picadeiro
que não quero ver.”
A quarta parede, um livro de poemas que se confunde com uma peça de teatro em que os poemas são personagens que nos dizem, sem medo e amarras, quem somos e que nos espreita a alma maquiada para um grande espetáculo, ou nossa alma pálida fugindo dos palcos para esconder nas coxias fragilidades e temores.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O livro acima foi lançado no dia 27 de fevereiro.
Quem quiser adquiri-lo é só entrar em contato comigo pelo e-mail juranha@hotmail.com.
Posto pelo correio autografado. O valor do ACONTECÊNCIA é R$ 25,00.
terça-feira, 6 de abril de 2010
MAU TEMPO
não quero mais falar do tempo
nem de suas brincadeiras
nem do que fez e faz em mim
mas essa chuva fina e
insistente
esse frio
estridente
não me deixam esquecê-lo.
nem de suas brincadeiras
nem do que fez e faz em mim
mas essa chuva fina e
insistente
esse frio
estridente
não me deixam esquecê-lo.
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